segunda-feira, 16 de abril de 2012

Maria de Azevedo. Saudade.

Porque quem trabalha ao Domingo nem sempre consegue vir ao computador, com mais um lamentável atraso apresentamos Maria de Azevedo!

Saudade

A dor pelo tempo que me abraça

Inquieto amargo e profundo,

Extorquiu-me o dia, a noite, cada segundo

Matando tudo por onde passa…


Deixando um odor nauseabundo,

Violento, visceralmente entrelaçado,

Impõe-se perante mim, este passado,

Sublime, tirano e vagabundo.


Sonho um dia curar a enfermidade,

Viver passivamente este presente

Sabendo no entanto, que por mais que tente,

Jamais fugirei a esta saudade…

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