Contigo
desenlaço os embaraços
Da
minha mente, da minha alma,
Procuro
a paz, a minha calma
Mas
apenas me destruo em pedaços…
Tu,
bazar de inquietudes
Assistes
aos devaneios e virtudes,
Do
meu ser fraco e iludes
Docemente
o meu corpo frágil!
Diário
de romarias sem rumo,
Navio
afundado sem remédio,
Diluo-me
em luz ténue e fumo,
Ofereço-me
ao eterno tédio…
E
de repente, num desabafo, como por magia,
Deixo
de engolir a fantasia,
Desvendo-me
e entrego-me a ti,
Poesia
maldita, a minha agonia!
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