domingo, 13 de maio de 2012

Maria de Azevedo. Maldita Sejas


Contigo desenlaço os embaraços
Da minha mente, da minha alma,
Procuro a paz, a minha calma
Mas apenas me destruo em pedaços…


Tu, bazar de inquietudes
Assistes aos devaneios e virtudes,
Do meu ser fraco e iludes
Docemente o meu corpo frágil!


Diário de romarias sem rumo,
Navio afundado sem remédio,
Diluo-me em luz ténue e fumo,
Ofereço-me ao eterno tédio…


E de repente, num desabafo, como por magia,
Deixo de engolir a fantasia,
Desvendo-me e entrego-me a ti,
Poesia maldita, a minha agonia!

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